Os preços dos alimentos consumidos em casa aumentaram 1,01% em outubro, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma aceleração em relação a setembro, quando a alta havia sido de 0,38%.
Entre os produtos que apresentaram aumento, o tomate registrou a maior variação, de 24,54%. Na sequência aparecem a cebola, com alta de 13,63%, a batata-inglesa, com 10,96%, e o arroz, que ficou 5,80% mais caro. Em contrapartida, a cenoura apresentou redução de 10,67% no período. O aumento dos alimentos ocorreu mesmo com a desaceleração da inflação geral, que passou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro. O grupo Alimentação e Bebidas registrou variação de 0,88% e contribuiu com 0,19 ponto percentual para o resultado geral do IPCA-15.

Levantamento aponta aumento dos preços no varejo
Dados da empresa Neogrid também indicam elevação nos preços de produtos alimentícios comercializados no país. Conforme o levantamento, os legumes acumularam alta de 32,8% entre dezembro de 2025 e setembro de 2026. Somente em setembro, a categoria registrou aumento de 18%, após uma redução de 16,9% em agosto. No acumulado do período analisado, o feijão apresentou elevação de 29,7%, enquanto o leite UHT subiu 29,4%. Ainda em setembro, o arroz registrou alta de 6,4%, os ovos ficaram 4,5% mais caros e a carne bovina apresentou aumento de 3,6%.
Região Sul registra alta de 23,5% nos legumes
O levantamento da Neogrid também identificou diferenças na variação dos preços entre as regiões brasileiras. Em setembro, os legumes ficaram aproximadamente 23,5% mais caros na Região Sul. O maior aumento ocorreu no Sudeste, com 24%, seguido pelo Centro-Oeste, com 22,5%. No Nordeste, a elevação foi de 13,8%, enquanto o Norte registrou 7,7%. No mesmo período, o arroz apresentou aumento de 6,6% no Sul, enquanto o óleo de cozinha ficou 3% mais caro na média nacional.

Diferenças entre os levantamentos
Embora ambos acompanhem a evolução dos preços, os levantamentos do IBGE e da Neogrid utilizam metodologias distintas. O IPCA-15 considera uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias. Para o resultado de outubro, a coleta de preços ocorreu entre 16 de setembro e 14 de outubro. Já a pesquisa da Neogrid utiliza informações de compras efetivamente realizadas no varejo, com base em mais de 40 milhões de notas fiscais mensais. Dessa forma, os indicadores permitem acompanhar o comportamento dos preços, mas seus percentuais não devem ser comparados diretamente, devido às diferenças nos períodos de referência e nos critérios de cálculo.
Fontes: IBGE e Neogrid.
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