Uma fiscalização da Polícia Militar Ambiental identificou o corte irregular de mais de 80 araucárias em uma propriedade rural de Lebon Régis, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A operação ocorreu na comunidade da Serra da Esperança, no interior do município, onde os policiais também localizaram uma serraria móvel em funcionamento. Durante a vistoria, as equipes encontraram diversos pontos de derrubada de pinheiros-brasileiros, distribuídos pela propriedade. Parte da madeira já havia passado pelo processo de beneficiamento, enquanto outras toras estavam armazenadas e preparadas para o corte.
No local, foram identificadas tábuas, ripas e peças de madeira de formato quadrado, organizadas em estruturas para secagem. A serraria móvel estava instalada em meio à vegetação e era utilizada para o processamento das árvores retiradas da área. Além da exploração irregular das araucárias, os policiais constataram danos à vegetação nativa em uma extensão superior a cinco hectares. A intervenção ocorreu por meio de uma prática conhecida como bosqueamento, que envolve a retirada seletiva de árvores e outras espécies vegetais, provocando alterações na estrutura da floresta.


Equipamentos e madeira foram apreendidos
O responsável pela propriedade foi identificado durante a fiscalização e deverá responder pelos procedimentos administrativos e criminais relacionados às irregularidades ambientais constatadas. A Polícia Militar Ambiental realizou a apreensão administrativa da serraria móvel e das madeiras encontradas na propriedade. Os materiais permanecem no local, aguardando uma decisão da autoridade ambiental competente sobre sua destinação.


Araucária é uma espécie ameaçada de extinção
O pinheiro-brasileiro, de nome científico Araucaria angustifolia, é uma espécie característica da Floresta Ombrófila Mista, formação vegetal presente principalmente na região Sul do Brasil. Por estar ameaçada de extinção, a araucária possui proteção ambiental específica. Sua exploração depende do cumprimento de exigências legais e da autorização dos órgãos responsáveis.
Conforme a Polícia Militar Ambiental, existem situações em que o aproveitamento da madeira pode ser autorizado. Para isso, o interessado deve apresentar previamente um projeto técnico ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), que avaliará a solicitação antes de permitir qualquer intervenção. O corte sem autorização pode resultar em sanções administrativas e responsabilização criminal, conforme as circunstâncias da infração. A Polícia Militar Ambiental destaca que as fiscalizações buscam combater a exploração irregular de recursos naturais e preservar as áreas de vegetação nativa em Santa Catarina.
Fonte: Polícia Militar Ambiental
Rádio Líder