Um homem acusado de tentar atropelar um policial militar com um pulverizador agrícola será julgado pelo Tribunal do Júri. O caso aconteceu no dia 11 de novembro de 2025, após uma perseguição policial iniciada na rodovia SC-355.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Polícia Militar recebeu informações de que um homem estaria conduzindo um pulverizador agrícola em zigue-zague pelo trecho urbano da rodovia, colocando em risco a segurança de outros usuários da via.
Quatro policiais, distribuídos em duas viaturas, foram até o local e deram ordem de parada ao condutor, que teria desobedecido e seguido em direção a uma estrada rural.
A perseguição continuou por aproximadamente dez quilômetros, até o suspeito entrar em uma área de lavoura recém-colhida. Segundo a acusação, mesmo após novas tentativas de abordagem, o homem teria acelerado a máquina agrícola contra um dos policiais que tentava convencê-lo a se entregar.
Diante da situação, outro policial efetuou disparos para impedir o avanço do pulverizador. O equipamento ainda percorreu alguns metros antes de parar devido aos danos provocados pelos tiros.
O homem foi preso em flagrante e, conforme a denúncia, teria ameaçado matar os quatro policiais caso fosse conduzido à delegacia, além de dirigir ofensas aos agentes.

(Foto: Divulgação/MPSC/ PMSC)
Acusado responde por cinco crimes
O Ministério Público denunciou o homem por tentativa de homicídio qualificado, embriaguez ao volante, desobediência, ameaça e desacato.
A acusação de tentativa de homicídio considera o fato de a suposta vítima ser um agente de segurança pública no exercício da função, circunstância que pode resultar no aumento da pena em caso de condenação.
Os demais crimes estão relacionados à suspeita de condução da máquina sob efeito de álcool, ao descumprimento das ordens policiais e às ameaças e ofensas feitas durante a ocorrência.
O promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva destacou que a sequência dos acontecimentos demonstra uma conduta que não pode ser minimizada. Segundo ele, caberá ao Tribunal do Júri analisar as provas apresentadas e decidir sobre a responsabilidade do acusado.
Os cinco crimes foram denunciados em concurso material, situação em que, havendo condenação por diferentes condutas criminosas, as penas são, em regra, somadas.
A data do julgamento não foi informada. O acusado terá direito à defesa e à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)
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