O mercado de trabalho brasileiro alcançou novos recordes no trimestre encerrado em agosto. O número de pessoas ocupadas chegou ao maior patamar da série histórica, enquanto o contingente de trabalhadores do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões. No mesmo período, a taxa de desemprego recuou para 5,3%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o trimestre encerrado em maio, mais 774 mil pessoas passaram a integrar a população ocupada, um crescimento de 0,8%. Com isso, o nível de ocupação, indicador que representa a parcela da população em idade de trabalhar que está efetivamente ocupada, chegou a 58,9%, com avanço de 0,3 ponto percentual.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Desemprego atinge menor taxa para o período
A taxa de desemprego de 5,3% é a menor já registrada para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica, em 2012.
Na comparação com o trimestre encerrado em maio, houve redução de 0,3 ponto percentual.
O Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desocupadas no período. Esse contingente caiu 4,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 281 mil pessoas a menos procurando trabalho e sem ocupação.
Na comparação anual, a população desocupada apresentou redução de 4,9%.
Emprego com carteira chega a 39,5 milhões
Outro resultado registrado no período foi o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada. O contingente chegou a 39,5 milhões de pessoas, o maior da série histórica.
Já o número de empregados do setor privado sem carteira assinada permaneceu estável tanto na comparação trimestral quanto na anual.
Apesar do avanço do emprego formal, a informalidade apresentou pequena variação. A taxa chegou a 37,5% da população ocupada. No trimestre encerrado em maio, estava em 37,3%. Entre junho e agosto de 2025, o percentual era de 38%.

(Foto: Dois soldadores usando equipamentos de proteção trabalhando em uma oficina industrial.)
Rendimento médio chega a R$ 3.777
O rendimento real habitual médio considerando todos os trabalhos ficou em R$ 3.777. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas também ficou estável no trimestre e apresentou redução de 6,2% na comparação anual.
Já o número de pessoas fora da força de trabalho não apresentou variação significativa em relação ao trimestre anterior. Na comparação com 2025, houve crescimento de 0,9%.
Os números mostram, portanto, um trimestre marcado pelo aumento da população ocupada, recorde de trabalhadores com carteira assinada e redução do contingente de brasileiros desempregados.
Fonte: ND Mais
Rádio Líder