Padrasto que abusou sexualmente das enteadas, na região, é condenado a mais de 45 anos de prisão

Um morador do Meio-Oeste denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por abusar sexualmente de duas enteadas menores de 14 anos, em 2020, foi condenado a 45 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pela prática do crime de estupro de vulnerável, prevalecendo-se da relação de autoridade exercida sobre as vítimas. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado. 

Segundo a denúncia, o padrasto passou a cuidar das enteadas quando as aulas foram suspensas por conta da pandemia de Covid-19, permanecendo sozinho em casa com elas enquanto a companheira trabalhava e aproveitando-se desse cenário para praticar os atos libidinosos. 

As investigações revelaram que ele convenceu as meninas a irem até o quarto dele em momentos distintos, sob o pretexto de assistir televisão, para satisfazer a própria lascívia. Uma das vítimas sofreu conjunção carnal e não contou nada à mãe por medo das ameaças que recebeu. A outra teve as partes íntimas tocadas e conseguiu fugir do quarto. 

O caso começou a vir à tona quando uma das meninas procurou a Polícia para contar o que havia sofrido, o que desencadeou na ação penal que resultou na sentença condenatória, proferida justamente no Maio Laranja, mês de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. 

A Promotora de Justiça Francieli Fiorin destaca que a condenação é uma resposta firme para atos criminosos que causaram marcas profundas nas vítimas. “Casos como esse demonstram a importância da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção para interromper ciclos de violência e garantir a responsabilização dos agressores”, ressalta. 

Sua voz tem força contra a violência sexual 

Durante este mês, o MPSC intensifica ações de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes por meio da campanha Maio Laranja. O tema “Sua voz tem força contra a violência sexual”, reforça a importância da denúncia e da escuta acolhedora, afinal, muitas vítimas permanecem em silêncio por medo, vergonha ou ameaças feitas pelos agressores. 

A campanha busca conscientizar a população de que romper o silêncio pode salvar vidas e impedir que vítimas continuem sofrendo violência dentro de casa ou em outros ambientes de convivência. O objetivo também é alertar pais/responsáveis, educadores e toda a sociedade para os sinais que podem indicar situações de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes. 

Fonte: MPSC

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