El Niño: Meteorologista afirma que pior ainda está por vir após chuvas intensas desta semana no sul

'O pior ainda está por vir': meteorologista projeta auge do El Niño após maior enchente do ano no RSMeteorologista alerta que o El Niño deve provocar episódios de chuva intensa com maior frequência nos próximos mesesFoto: Divulgação / NOAA

O Rio Grande do Sul enfrenta mais um episódio de chuvas intensas, com alagamentos, elevação de rios e mais de mil pessoas fora de casa. Segundo o meteorologista Piter Scheuer, o cenário pode se repetir com maior frequência nos próximos meses, já que o fenômeno El Niño ainda deve atingir seu auge entre o fim do inverno e o início do verão.

“Essa chuva que aconteceu já é influência do El Niño, só que cada vez mais gradativamente isso começa a ficar mais frequente”, afirmou Scheuer em entrevista ao ND Mais. De acordo com ele, o estado pode enfrentar novos episódios de grandes volumes de chuva em intervalos menores.

Segundo o Piter Scheuer, o Rio Grande do Sul está enfrentando a maior enchente registrada neste ano, provocada pelas fortes chuvas que atingem o estado desde terça-feira (21) e em decorrência do El Niño. A Defesa Civil contabiliza 1.099 pessoas fora de casa: 728 estão desabrigadas e 371 desalojadas.

De acordo com ele, os eventos extremos associados ao El Niño já vinham sendo observados no Rio Grande do Sul desde maio, mas devem ganhar força nos próximos meses.

Se puxar pela memória, essa aqui não foi a primeira. Essa aqui é a enchente maior que teve até o momento com o super El Niño. Mas no final de maio e em junho já tivemos chuvas de 200 a 400 milímetros no Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul”, disse”

Para o meteorologista, o episódio atual representa o segundo, terceiro ou quarto evento de chuva intensa provocado pelo padrão climático neste ano.

NOAA aponta 81% de chance de o Super El Niño alcançar a categoria “muito forte”Foto: NOAA/Reprodução/ND MaisNOAA aponta 81% de chance de o Super El Niño alcançar a categoria “muito forte”Foto: NOAA/Reprodução/ND Mais

A previsão é que o período mais crítico ocorra entre setembro e janeiro.

“O pior ainda está por vir. Setembro para frente vai ser o auge do El Niño. Final desse inverno, primavera, é o auge total desse super El Niño, que é o mais forte da história”, afirmou.

Super El Niño pode ser o mais intenso desde 1950

As projeções da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) também apontam para um cenário de atenção. O órgão estima que o fenômeno tenha 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” no último trimestre deste ano.

Caso a previsão se confirme, as águas do Oceano Pacífico poderão ficar mais de 3°C acima da média, nível associado aos eventos mais extremos registrados desde o início das medições, em 1950.

Fonte: NdMais

Foto capa: Equatorial energia

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