
No sábado, dia 22, membros da Associação de Artesanato de Águas de Chapecó, estiveram em Herval d’Oeste para uma visita técnica focada na busca de conhecimento, troca de experiências e imersão no turismo rural e cultural.
A primeira parada do grupo foi na sede da Escola de Samba Unidos do Herval. No local, as artesãs compreenderam como as técnicas manuais fazem a diferença na construção de uma agremiação para o desfile na avenida. Em conversa com o presidente e o carnavalesco, a comitiva tirou dúvidas sobre os processos de criação, conheceu os projetos sociais da entidade, a loja de artesanato própria e debateu as expectativas para o desfile de 2027.
O resgate histórico também foi um ponto forte. As visitantes aprenderam sobre a chegada do samba a Herval d’Oeste e Joaçaba, impulsionada pela ferrovia — uma forte identidade territorial que se reflete no artesanato local.”É rica essa história do samba ter chegado pelos trilhos e ter influenciado os italianos. Como nós tivemos todo um suporte do Sebrae quanto ao artesanato com identidade cultural, percebemos que aqui na escola isso é respeitado”, destacou Alessandra Drews, diretora de cultura de Águas de Chapecó.
Logo após, o grupo visitou a Maju Cactos e Suculentas, um empreendimento rural que, além de receber turistas no local, participa ativamente da Feira da Agricultura Familiar e Artesanato. O momento permitiu uma troca natural de experiências sobre a trajetória e a dedicação do casal proprietário no desenvolvimento do negócio. O almoço aconteceu no Sítio Bresciani, onde as artesãs puderam conferir o trabalho de construção civil feito com bambu e a decoração rica em artesanato de madeira. O espaço ainda encantou as visitantes com um acervo de máquinas e implementos agrícolas, além de uma casa antiga de família mobiliada com peças, louças e artesanatos de épocas passadas. Aromas, resina e artesanato afetivo.
No período vespertino, a comitiva foi recebida no Lavandário Refúgio do Sol. A proprietária compartilhou a trajetória de dois anos do espaço, os objetivos da marca e a conquista de se tornar um case de sucesso em Santa Catarina. As visitantes também conheceram as essências e a linha de artesanato comercializada no local.
Para encerrar o roteiro, o grupo visitou o Sítio Martini para um café da tarde. Lá, conheceram a artesã Giovana, que apresentou seu trabalho com resina e artesanato afetivo, técnica focada em eternizar momentos através da arte.

Avaliação positiva
Para a presidente da Associação, Roseilaine Wirtti (Titi), a viagem foi altamente proveitosa e consolidou a visão de mercado do grupo.”Houve o entendimento real de como o artesanato faz parte do turismo. É possível atuar com a arte manual em diversas frentes: feiras, Carnaval, projetos sociais e espaços turísticos. Sem contar que até a alimentação consumida nos locais é artesanal, feita inteiramente pelos empreendimentos”, e concluiu reforçandoa qualidade do atendimento recebido pelos empreendedoresem todas as localidades visitadas.

Rádio Líder