Um adolescente de 16 anos foi apreendido após ser flagrado com um cigarro eletrônico, conhecido como vape, dentro de uma escola no Centro de Campos Novos. A ocorrência foi registrada na manhã de quinta-feira (17), por volta das 11h20.
Segundo a Polícia Militar, a guarnição foi acionada para atender a ocorrência em uma unidade de ensino localizada na Rua Coronel Pedro Carlos. No local, os policiais foram informados de que o adolescente havia sido flagrado pela direção da escola portando o dispositivo.
Diante da situação, conforme informado pela PM, o jovem foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de receptação e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. A mãe do adolescente acompanhou o procedimento.

(Foto: Divulgação/PMSC)
Venda de vapes é proibida no Brasil
Apesar de serem encontrados com facilidade no comércio irregular, os cigarros eletrônicos não têm comercialização autorizada no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém a proibição da fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo vapes e pods. As regras estão previstas na RDC nº 855/2024.
A Anvisa esclarece, porém, que o simples porte do dispositivo para consumo próprio não é proibido. Já o uso de cigarros eletrônicos é vedado em ambientes coletivos fechados, como salas de aula, restaurantes, bares, cinemas e meios de transporte coletivo.
Riscos à saúde
Além das restrições legais, autoridades de saúde alertam para os riscos associados aos dispositivos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a maioria dos cigarros eletrônicos contém nicotina, substância que causa dependência, além de aditivos e outras substâncias tóxicas.
O instituto relaciona o uso desses produtos a problemas como doenças cardiovasculares e respiratórias, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, lesões e queimaduras provocadas por explosões dos aparelhos e casos de lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos.
A preocupação é ainda maior quando o consumo envolve crianças e adolescentes. O INCA alerta que a nicotina presente nesses dispositivos pode comprometer o desenvolvimento cerebral nessa faixa etária, além de provocar dependência.
Fonte: PMSC
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