Casos de síndrome respiratória grave entram em alta em Santa Catarina

Santa Catarina está entre os estados brasileiros que apresentam tendência de aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG. O cenário é apontado pelo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, que acompanha a circulação dos principais vírus respiratórios no país.

A SRAG corresponde a quadros respiratórios que evoluem com comprometimento da respiração e podem exigir hospitalização. Entre os sinais de alerta estão falta de ar ou desconforto respiratório, dor ou pressão persistente no peito, saturação de oxigênio abaixo de 94% e coloração azulada nos lábios ou no rosto.

Em Santa Catarina, o boletim estadual mais recente disponível registra 7.474 notificações de SRAG até a Semana Epidemiológica 26. Desse total, 4.246 casos tiveram identificação de algum vírus respiratório.

Entre os casos com agente identificado, os chamados outros vírus respiratórios aparecem na primeira posição, com 2.781 registros. Na sequência está a influenza, responsável por 1.245 casos, e a Covid-19, com 220 ocorrências.

Entre os outros vírus respiratórios, o rinovírus foi o agente mais frequente em Santa Catarina, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório, conhecido como VSR.

O Estado também contabiliza mortes relacionadas à SRAG. Até o período analisado no boletim estadual, foram registradas 80 mortes associadas à influenza, 59 provocadas por outros vírus respiratórios e 36 relacionadas à Covid-19.

Crianças estão entre as mais afetadas

O cenário exige atenção principalmente para as crianças pequenas. O VSR é um dos principais agentes relacionados às hospitalizações por SRAG nessa faixa etária, especialmente entre os menores de dois anos.

A Fiocruz também aponta que o comportamento dos vírus respiratórios não é igual em todas as faixas etárias. Nas crianças pequenas, o VSR tem papel de destaque nas hospitalizações. Já entre os idosos, a preocupação maior está relacionada ao risco de evolução para quadros graves e morte.

No cenário nacional, o boletim mais recente da Fiocruz aponta manutenção do sinal de aumento de SRAG entre crianças e adolescentes. A análise considera os dados das últimas semanas e acompanha a evolução das hospitalizações provocadas pelos diferentes vírus respiratórios.

Outros vírus também circulam em Santa Catarina

Apesar da atenção voltada ao VSR, o cenário catarinense envolve a circulação de diferentes agentes respiratórios. Influenza, rinovírus, VSR e coronavírus estão entre os vírus identificados nos casos de SRAG registrados no Estado.

A Secretaria de Estado da Saúde mantém o acompanhamento dos casos por meio da vigilância das síndromes respiratórias e divulga boletins epidemiológicos periódicos. O boletim estadual mais recente disponível é o número 16 de 2026, atualizado em 19 de agosto.

Prevenção

A orientação é que a população fique atenta aos sintomas respiratórios e procure atendimento médico diante de sinais de agravamento, principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com maior risco de desenvolver complicações.

Medidas como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos, evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver com sintomas e utilizar máscara em unidades de saúde ajudam a reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

Em caso de falta de ar, dificuldade para respirar, dor ou pressão no peito ou queda da saturação de oxigênio, a recomendação é procurar atendimento de saúde.

Veja agora

Vereador cobra informações sobre cronograma de mudanças no trânsito de Joaçaba

O vereador Diego Bairros destaca estudo realizado pelo município e solicita informações sobre o cronograma …