A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Joaçaba, deflagrou uma operação policial nesta quarta-feira, 10 de Junho, com o objetivo de cumprir três mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias, e ordens de busca e apreensão. A ação é um desdobramento direto das investigações que apuram o homicídio qualificado de um jovem de 21 anos, ocorrido no último dia 26 de maio, no bairro Clara Adélia, em Joaçaba. Na ocasião da descoberta do crime, as equipes já haviam realizado a prisão em flagrante do autor do crime.

Para dar cumprimento às ordens judiciais e evitar uma possível fuga dos alvos, as forças de segurança traçaram uma estratégia de cerco simultâneo que se estendeu por diferentes regiões do estado. A ofensiva começou a se desenhar em Catanduvas, onde agentes da Delegacia de Investigação Criminal efetuaram a primeira captura. Em outra frente, cruzando o território catarinense até Jaguaruna, o segundo mandado de prisão foi cumprido em uma ação conjunta que contou com o apoio fundamental da delegacia local. Fechando o cerco na própria cidade de Joaçaba, o terceiro envolvido acabou localizado e preso por uma equipe da Polícia Militar, um desfecho que reforça o nível de integração e a troca rápida de informações entre as instituições policiais no combate à criminalidade violenta.
Todos os presos foram conduzidos para interrogatório formal perante a autoridade policial e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. Todo o material apreendido nas buscas realizadas em Catanduvas, Jaguaruna e Joaçaba passará por análise e perícia técnica. Detalhes sobre objetos específicos serão preservados neste momento para não atrapalhar o andamento do inquérito policial, que segue em sigilo.
Relembre o caso
No fim da tarde do dia 26 de maio deste ano, a Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 32 anos pelo crime de homicídio doloso consumado, poucas horas após a localização do corpo da vítima por familiares no interior de uma residência em construção. O jovem de 21 anos estava desaparecido desde o dia anterior.
A cena do crime apontou para o emprego de extrema violência. A vítima apresentava diversas lesões provocadas por arma branca, ferimentos na região da cabeça e projéteis de arma de fogo ao redor do corpo. O autor ainda ateou fogo a um cobertor sobre a vítima, resultando na carbonização parcial do corpo. À época, o envolvido confessou a autoria do crime ao ser confrontado pelos policiais e indicou onde havia ocultado as vestimentas utilizadas na ação, que apresentavam marcas de sangue. Uma cavadeira e abraçadeiras de nylon com vestígios também foram recolhidas pela equipe de investigação.
Fonte: Ascom
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