
Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), conhecida como “CPI da Prefeitura”, que investiga o desvio de recursos da Prefeitura de Joaçaba, divulgaram nesta semana os nomes das pessoas convocadas para prestar depoimento.
A oitiva está marcada para acontecer na próxima segunda-feira, 30 de março, às 15h nas dependências da Câmara de Vereadores de Joaçaba. Foram convocadas as contadoras da Prefeitura de Joaçaba, Fernanda Braga e Eliane Ceron Vier, além do servidor exonerado Bruno Rogério da Espada.
Na tarde desta sexta-feira (27), o escritório de advocacia Alencar & Martinazzo, que atua na defesa do servidor exonerado, Bruno Rogério da Espada, encaminhou ao jornalismo da Rádio Líder uma nota oficial informando que ele não comparecerá para depor. Veja abaixo:
Nota Oficial:
A defesa do investigado, convocado para prestar depoimento na CPI nº 001/2026 da Câmara de Vereadores de Joaçaba/SC, informa que ele não comparecerá à sessão do dia 30/03, exercendo seu direito ao silêncio e ao não comparecimento, por não haver obrigação legal de participação. Ressalta-se que o investigado permanece à disposição do Poder Judiciário para quaisquer esclarecimentos.
Relembre o caso:
Nossa reportagem teve acesso à informação, em primeira mão, de que um servidor público da prefeitura de Joaçaba seria suspeito de ter desviado recursos do município. Conforme o que foi apurado pelo jornalismo Líder, uma investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou a possível fraude. O esquema foi descoberto depois de cruzamentos de dados em um período que o servidor esteve afastado do cargo.
O TCE/SC determinou, de forma cautelar, que a prefeitura de Joaçaba afastasse do cargo o funcionário por suspeita de desvio de recursos públicos após o Tribunal identificar inconsistências nos registros de arrecadação do município. A decisão foi baseada em documentos obtidos pelo TCE/SC e na análise de quatro auditores-fiscais de Controle Externos que se deslocaram até a prefeitura local para auditoria.
Os desvios teriam ocorrido com a subtração de recursos da cota-parte do ICMS do Município e o TCE/SC, foi identificou ao menos R$ 1,07 milhão apenas nos anos de 2024 e 2025.
Rádio Líder