Projeto com participação de grupo joaçabense de teatro lança série documental

Entre os dias 16, 17 e 18 de junho – de quarta a sexta, das 20h às 21h, no canal do youtube da VAI coletivo, irão acontecer o lançamento de 3 mini  documentários, resultado dos encontros do projeto “Colaborações SCênicas: Rede de intercâmbio colaborativo entre coletivos cênicos de Santa Catarina”, contemplado com o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2020, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e executados a partir do mês de abril, até final de maio, pela VAI! coletivo com pesquisa nas artes cênicas, de Joinville. O coletivo NEGA (Negras Experimentações Grupo de Arte) de Florianópolis, estreou a série de debates reflexivos sobre suas trajetórias artísticas, processos criativos e a manutenção enquanto coletivos teatrais, respectivamente seguidos pelo Karma Coletivo de Artes Cênicas de Itajaí e o Grupo Teatral Reminiscências de Joaçaba e o coletivo proponente do projeto. A mediação dos encontros foram feitas pelo diretor da La Trama Cia.Teatral e professor de teatro da Casa da Cultura Fausto Rocha Jr. de Joinville, o Amarildo de Almeida. 

Os 3 minidocs dirigidos pelo cineasta Juliano Lueders, possuem cerca de 12 minutos cada tempo máximo 13 minutos, incluem registros das práticas e encontros realizados pelos coletivos do Estado de Santa Catarina, a fim de possibilitar ao público o contato com processos e metodologias de trabalhos como pesquisa, formação e produção em artes cênicas. ” Pensamos na estrutura dos três vídeos a serem exibidos contendo no primeiro bloco: o papel do coletivo na sua cidade, suas relações de trabalho e como foi a trajetória de cada coletivo, estes diálogos foram realizados dentro do projeto como primeira etapa através das lives abertas oportunizando o público para também prestigiar e conhecer os coletivos, que estão disponíveis no canal do You Tube da VAI! Coletivo com acesso a legendas para pessoas especiais. ” – como comenta x pessoa.

Já no segundo momento dos vídeos são apresentadas imagens realizadas no intercâmbio, os momentos que eram fechados (sem acesso ao público), entre os coletivos como troca de experiência, a partir de exercícios práticos e teóricos que somaram com cada coletivo em torno de quatro horas,  as referências destes trabalhos de cada coletivo estão entrelaçados com suas vivências e experiências em cursos, oficinas, festivais tornando parte de processos e metodologias para montagens de peças em artes cênicas. Essa troca de experiência, mesmo à distância e dentro de uma plataforma digital, seguindo os protocolos da vigilância sanitária neste momento de pandemia, cuja classe artística e cultural será a última a retomar seus trabalhos de forma presencial obteve como resultados a motivação para continuar seus trabalhos a partir de ferramentas tecnológicas, agregou o conhecimento na área de atuação aumentando e mantendo o contato entre os coletivos das artes cênicas em Santa Catarina.

Após a edição de cada minidoc, o material de imagens com efeitos, trilha sonora e crédito foram encaminhados para a profissional de intérprete de libras e áudio descrição Cibele Barreto, a inserção destes recursos de comunicação, irá propiciar nos momentos das exibições, o acesso as pessoas com deficiências e tenham contato com o projeto e aos encontros realizados entre coletivos. Ainda relembramos que os minidocumentários são materiais elaborados como contrapartida social do projeto Colaborações SCênicas e serão disponibilizados/doado os links de acesso para escolas, instituições de ensino nas artes cênicas das cidades contempladas do projeto como: Casas de Culturas, Pontos de Culturas, Institutos de Arte e Educação, Associações de Teatro, Associações de Coletivos, Universidades, Grupos de Teatro Surdos, como lugares de produção, fomento e pesquisa no Estado de Santa Catarina.

O cineasta Juliano Lueders da Futuro Coletivo Filmes, responsável pelos mini documentários, salientou que a pré-produção foi fundamental, pois nos encontros com os coletivos teatrais, já se faziam os testes de câmera, som, luz e de cenário, cada um de sua casa. Outra questão importante foi encontrar formas de trazer a tridimensionalidade de uma performance ao vivo para um conteúdo audiovisual bidimensional, captando e preservando o afeto e conhecimento vivenciado nos encontros entre os coletivos. A solução encontrada pela equipe foi dar uma atenção especial aos efeitos visuais e sonoros, algo que pode ser observado de forma crescente nos docs, fazendo deste trabalho uma trilogia inédita sobre o fazer e pensar teatro no Brasil e no mundo em tempos de pandemia.

VAI coletivo   

A VAI! coletivo fundada em 2009 na cidade de Joinville, se estabelece como um grupo de artistas-pesquisadores engajados na experimentação e produção de obras cênicas em Santa Catarina. Sua poética é marcada pelo cruzamento de linguagens e o interesse em pensar e praticar as artes como um território expandido e hibridizado. Ao longo dos mais de dez anos de existência, a VAI! vem alcançando reconhecimento de público e crítica, tendo participado de projetos e festivais de teatro e sido contemplada diversas vezes em editais municipais e estaduais de Santa Catarina. 

COLETIVO NEGA – Negras Experimentações Grupo de Arte 

O Coletivo NEGA nasceu há 10 anos de um projeto de extensão criado pela Profª. Dra. Fátima Costa de Lima na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), buscando suprir a falta de representatividade para a população negra no campo do teatro. Influenciado pelo TEN (Teatro Experimental do Negro) fundado por Abdias Nascimento há 68 anos, no Rio de Janeiro. Hoje, o projeto de extensão NEGA ainda existe, mas o Coletivo NEGA segue trabalhando independente da universidade. Entretanto,  sempre fazendo parcerias e trocas com a UDESC. O grupo trabalha com administração e criação coletiva com Rita R.I, Fernanda Rachel, Thuanny Paes, Michele Mafra, Franco, Alexandra de Melo e Sarah Motta e tem como objetivo valorizar as produções teatrais de artistas negros, pessoas LGBTQI+, com destaque para as mulheres negras. O coletivo coleciona prêmios e parcerias com projetos dentro e fora do Brasil com instituições como Fondo de Mujeres Del Sur (Argentina). 

Um dos destaques do grupo surgiu da criação e modificações da performance criada há 5 anos denominada Preta-à-Porter, trabalho de repertório do grupo que parte de histórias e de e conflitos enfrentados na vida cotidiana da população negra, histórias essas trazidas da vida pessoal de cada artista que participa ou já participou do coletivo. Expõe com maior destaque a vivência das mulheres negras e pessoas LGBTQI+, especialmente as que integram o grupo atualmente, misturando, dança, canto, percussão, projeção e rap. A performance é modificada de acordo com a formação do elenco. Mais de 20 atores já passaram pelo espetáculo. As cenas, assim como as atrizes que permanecem no grupo, modificam-se sempre que necessário, de acordo com as inquietações e demandas poéticas e políticas. Atualmente o Preta-à-porter está fora de circulação, o coletivo vem trabalhando em um novo espetáculo, desta vez com foco na música, intitulado “Canto pra quem é de noite” com estreia prevista para 2021.

Karma Coletivo de Artes Cênicas  

A Karma Coletivo de Artes Cênicas, fundada em 2013 em Itajaí (SC), composta pelos artistas Leandro Cardoso e Mauro Filho surge da necessidade em construir um caminho próprio na cena teatral contemporânea, buscando uma linguagem autoral. A companhia desenvolve atividades fundamentadas nas intersecções entre performance, dança e teatro e na criação e apresentação de espetáculos. Atualmente mantém em seu repertório os trabalhos “Berlim: dois corpos à procura”, “Dois ao Cubo” (parceria com a bailarina Lídia Abreu), “Cartografia do Assédio” (parceria com a atriz Pietra Garcia) e “CaÊ”, sendo que os dois últimos trabalhos são fruto da parceria da Karma com diretores convidados: Renato Turnes (La Vaca Companhia de Artes Cênicas), responsável pela direção artística de “Cartografia do Assédio” e Max Reinert (Téspis Cia. de Teatro) na direção de “CaÊ”. Além da criação e manutenção de espetáculos, o coletivo possui também em seu repertório o fomento a projetos de formação para artistas da cena por meio do Conexões Contemporâneas (2016, 2018 e 2019). 

Grupo Reminiscências 

Fundado em Joaçaba, no dia 19 de agosto de 2011, o Grupo Reminiscências é um coletivo de pesquisa, criação e atuação dentro das artes cênicas, com foco em teatro e palhaçaria. O coletivo é composto por atores oriundos do Rio Grande do Sul e Paraná, que na procura de formação aperfeiçoamento teatral uniram-se em solo Catarinense; Somando histórias e repertórios artísticos, em um novo percurso pautado nas pesquisas da poética corporal. Circulando por diversas cidades e estados do Brasil, apresentando espetáculos e intervenções culturais. Atua também com arte-educação, produção cultural, articulação e fomento político-artístico-cultural, no oeste catarinense.

Para o segundo semestre deste ano, o coletivo estará executando 2 projetos contemplados no edital Elisabete Anderle. O Risco núcleo de pesquisa em Palhaçaria. E a montagem de um espetáculo para crianças chamado “CRIANÇAR”, que terá a direção do Pepe Sedrez da Cia Carona de Teatro de Blumenau. Mais informações: https://www.instagram.com/nucleorisco 

Programação Lançamento Curtas dos Debates Cênicos 

Exibição dos curtas com os coletivos participantes do projeto 

16, 17 e 18 de junho – de quarta a sexta das 20h às 21h 

Fonte: Assessoria de Comunicação

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