A inflação brasileira voltou a apresentar crescimento em setembro de 2026, impulsionada principalmente pelo aumento dos custos de habitação e dos preços dos alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,82%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma mudança em relação a agosto, quando o país registrou deflação de 0,32%, a maior redução mensal do indicador desde agosto de 2022.
Em setembro, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram aumento de preços. O maior avanço foi registrado em Habitação, com alta de 2,31%, responsável por 0,35 ponto percentual da inflação mensal. Na sequência aparecem Transportes, com 0,89%, e Alimentação e bebidas, com 0,83%.

(Foto: Imagem criada por IA para ilustração da notícia/ Rádio Líder)
Alimentos voltam a ficar mais caros após três meses de queda
O aumento dos preços nos supermercados foi um dos destaques do levantamento. Depois de três meses consecutivos de redução, os alimentos e bebidas voltaram a subir, com os produtos consumidos dentro de casa registrando elevação de 0,96%.
Entre os principais aumentos estão o limão, que ficou 46,42% mais caro, seguido pelo tomate, com alta de 37,76%, e pela abobrinha, com 29,82%.
A batata-inglesa apresentou aumento de 24,07%, enquanto a cebola subiu 10,14%. Outros alimentos presentes na rotina dos brasileiros também tiveram reajustes, como o arroz, com alta de 4,56%, e as carnes, que registraram elevação média de 0,63%.
Apesar da tendência de aumento, alguns produtos ficaram mais baratos. O frango inteiro apresentou redução de 1,96%, enquanto o frango em pedaços recuou 1,41%. As frutas, consideradas em conjunto, tiveram queda de 1,12%, contribuindo para amenizar a inflação dos alimentos.
Comer fora de casa também ficou mais caro
Os consumidores que costumam fazer refeições em restaurantes e outros estabelecimentos também sentiram o aumento dos preços.
A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,48% em setembro, acima dos 0,36% observados em agosto.
O preço das refeições apresentou aceleração, passando de uma alta de 0,18% para 0,49%. Já os lanches tiveram uma elevação menor, passando de 0,62% em agosto para 0,47% em setembro.
O comportamento dos preços demonstra que a pressão inflacionária voltou a atingir diferentes despesas das famílias brasileiras, especialmente aquelas relacionadas à moradia, ao transporte e à alimentação.
O IPCA é considerado o principal indicador da inflação oficial do país e acompanha mensalmente a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias.
Fonte: G1-IBGE
Rádio Líder