A trombose é uma condição que pode se desenvolver de maneira silenciosa e, em alguns casos, provocar complicações potencialmente fatais. Caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos dentro dos vasos, a doença merece atenção principalmente entre pessoas com fatores de risco, como idade avançada, imobilidade prolongada e determinadas condições de saúde.
Celebrado em 13 de outubro, o Dia Mundial da Trombose busca ampliar o conhecimento da população sobre a doença, incentivar a prevenção e destacar a importância do diagnóstico precoce. Embora possa atingir pessoas de diferentes idades, a trombose exige atenção especial em situações que favorecem a formação de coágulos. Entre as mulheres, fatores como gravidez, pós-parto, uso de medicamentos contendo estrogênio e determinadas condições hormonais podem aumentar o risco.
O que é a trombose e por que ela acontece?
A trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo, chamado de trombo, se forma dentro de uma veia ou artéria, dificultando ou bloqueando a circulação do sangue. De acordo com informações do Portal Drauzio Varella, a coagulação é um mecanismo natural do organismo, responsável por interromper sangramentos após ferimentos. O problema surge quando esses coágulos se formam de maneira inadequada, dentro dos vasos sanguíneos.
Uma das formas mais conhecidas é a trombose venosa profunda, que atinge principalmente as veias das pernas. Em situações mais graves, parte do coágulo pode se desprender e chegar aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar, condição que exige atendimento médico imediato.
Quais são os principais sintomas?
Os sinais da trombose podem variar conforme a região afetada. Em alguns casos, a doença não apresenta manifestações perceptíveis, o que pode dificultar sua identificação.
Entre os sintomas mais comuns da trombose venosa profunda estão:
- Dor ou sensação de peso na perna;
- Inchaço, principalmente quando afeta apenas uma das pernas;
- Vermelhidão ou coloração arroxeada da pele;
- Aumento da temperatura na região afetada;
- Endurecimento ou sensibilidade na panturrilha.
Esses sintomas não significam necessariamente que a pessoa esteja com trombose, mas precisam ser avaliados por um profissional de saúde, especialmente quando surgem repentinamente.
Mulheres e idosos precisam de atenção especial
Em 2026, a campanha internacional do Dia Mundial da Trombose tem como foco a saúde feminina, destacando como o risco de formação de coágulos pode mudar ao longo da vida da mulher, desde a idade reprodutiva até a menopausa e o envelhecimento. Segundo informações do Portal Drauzio Varella, fatores como gravidez, período pós-parto, uso de anticoncepcionais contendo estrogênio e terapia de reposição hormonal podem aumentar a possibilidade de desenvolver trombose.
Isso não significa que todas as mulheres que utilizam anticoncepcionais ou fazem reposição hormonal desenvolverão a doença. A avaliação deve considerar o histórico de saúde e outros fatores de risco individuais. Entre os idosos, o risco também aumenta com o envelhecimento, principalmente quando existem dificuldades de locomoção, períodos prolongados de repouso, hospitalizações ou doenças associadas.

(Foto: Imagem criada por IA para ilustração da notícia/Rádio Líder FM)
O que aumenta o risco de desenvolver trombose?
Além da idade e das alterações hormonais, diferentes condições podem favorecer a formação de coágulos sanguíneos. Entre os principais fatores de risco estão a obesidade, o tabagismo, a predisposição genética, o histórico anterior de trombose, a presença de câncer, cirurgias de grande porte e períodos prolongados sem movimentação.
Viagens longas de carro, ônibus ou avião também merecem atenção, principalmente quando a pessoa permanece sentada durante várias horas sem movimentar as pernas. Pessoas que passaram por procedimentos cirúrgicos ou que precisam permanecer acamadas devem receber avaliação médica sobre a necessidade de medidas preventivas específicas.
Quando a trombose pode se tornar uma emergência?
Uma das complicações mais graves da trombose venosa profunda é a embolia pulmonar, que acontece quando um coágulo se desloca pela circulação sanguínea e obstrui uma artéria do pulmão. Os principais sinais de alerta incluem falta de ar repentina, dor no peito que piora ao respirar, batimentos cardíacos acelerados, tontura, desmaio e, em alguns casos, tosse com sangue.
Diante desses sintomas, é fundamental buscar atendimento de emergência imediatamente. A rapidez no diagnóstico e no tratamento pode ser decisiva para evitar complicações graves.
Como prevenir a trombose no dia a dia?
A adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir o risco da doença. Entre as principais recomendações estão manter uma rotina de atividades físicas, controlar o peso, evitar o cigarro e não permanecer por longos períodos na mesma posição. Pessoas que trabalham sentadas ou realizam viagens prolongadas devem fazer pausas regulares para caminhar e movimentar as pernas, sempre que possível.
A hidratação adequada também integra as orientações preventivas. Já o uso de meias de compressão pode ser indicado em determinadas situações, mas deve ocorrer com orientação profissional, especialmente entre pessoas com problemas circulatórios. Pacientes com histórico familiar de trombose, dificuldades de mobilidade ou outros fatores de risco devem conversar com um médico para receber orientações individualizadas.
Trombose tem tratamento?
Sim. A trombose tem tratamento e, quanto mais cedo for identificada, maiores são as possibilidades de evitar complicações e sequelas. O diagnóstico considera os sintomas, o histórico clínico e exames específicos, como o ultrassom vascular com Doppler, utilizado para avaliar a circulação e identificar a presença de coágulos.
O tratamento geralmente envolve medicamentos anticoagulantes, que impedem o crescimento dos coágulos e reduzem o risco de novas formações, enquanto o organismo atua na sua reabsorção. Em determinadas situações, podem ser necessários outros procedimentos, conforme a gravidade e a localização da trombose. É importante destacar que anticoagulantes não devem ser utilizados por conta própria, pois podem provocar sangramentos e exigem acompanhamento médico.
Informação e diagnóstico precoce podem salvar vidas
Criado em 2014 pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, o Dia Mundial da Trombose busca conscientizar a população sobre uma condição que pode ser prevenida e tratada em muitas situações. A data reforça que reconhecer os sintomas e conhecer os fatores de risco são atitudes importantes para reduzir complicações.
A orientação é não ignorar alterações persistentes ou repentinas nas pernas e procurar avaliação médica diante de sinais suspeitos. O acompanhamento profissional, aliado à prevenção, continua sendo uma das principais formas de proteção à saúde.
Fonte: Portal Dráuzio Varella – Ministério da Saúde.
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