Operação contra facção criminosa mobiliza forças de segurança em Joaçaba e outras três cidades de SC

Uma investigação sobre a atuação de uma organização criminosa em Santa Catarina motivou o cumprimento de mandados judiciais em Joaçaba e outros três municípios na manhã desta quinta-feira (5). A ofensiva faz parte da segunda fase da Operação Istós, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em conjunto com a Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) da Polícia Civil de Chapecó.

A ação busca reunir provas e atingir uma estrutura vinculada ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção investigada por manter atividades criminosas tanto nas ruas quanto no interior de unidades prisionais. Nesta etapa, a Justiça autorizou 17 mandados, sendo seis de prisão e 11 de busca e apreensão. Além de Joaçaba, as diligências ocorrem em Capinzal, Chapecó e Xaxim. As determinações partiram da Vara Estadual de Organizações Criminosas.

A presença de Joaçaba entre os municípios envolvidos marca a ampliação das diligências da Operação Istós, cuja primeira fase havia concentrado ações em outras cidades do Oeste catarinense.

Suspeitas envolvem tráfico de drogas e comércio ilegal de armas

O trabalho investigativo é resultado do compartilhamento de informações entre o Ministério Público e a Polícia Civil, a partir de elementos obtidos em procedimentos anteriores, incluindo a quarta fase da Operação Sodalitas Finis. Conforme o MPSC, os dados analisados indicam possíveis vínculos dos investigados com diferentes práticas criminosas, entre elas o tráfico de entorpecentes, a comercialização ilegal de armas de fogo e a participação em organização criminosa.

Outro ponto investigado é a existência de integrantes que teriam funções de coordenação das atividades do grupo, permitindo a continuidade das ações da facção dentro e fora dos estabelecimentos prisionais. Para o cumprimento das ordens judiciais, os investigadores contam com o suporte da Polícia Militar e da Polícia Penal. Parte das diligências também ocorre no complexo penitenciário, com participação dos policiais penais. Os objetos e documentos eventualmente recolhidos durante a operação serão submetidos à perícia da Polícia Científica. As análises devem contribuir para o aprofundamento das investigações e a identificação das relações entre os envolvidos.

Investigação teve primeira etapa em agosto

A Operação Istós teve início em 18 de agosto deste ano, quando as forças de segurança cumpriram 39 determinações judiciais em Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul. Naquela fase, foram expedidos 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. A denominação da operação foi inspirada na palavra grega Istós, associada aos significados de teia e trama. A escolha faz referência às conexões identificadas entre os investigados e à organização hierárquica atribuída ao grupo.

A segunda fase representa a continuidade da apuração dessas relações, com diligências em novos municípios, entre eles Joaçaba e Capinzal, no Meio-Oeste catarinense. Até a divulgação das informações oficiais, não havia detalhamento sobre a quantidade de mandados cumpridos especificamente em Joaçaba, nem sobre a identidade dos investigados. O procedimento permanece sob sigilo judicial. Segundo o Ministério Público, outras informações poderão ser divulgadas quando houver autorização para a publicidade dos autos.

A Operação Istós II integra o trabalho de enfrentamento às organizações criminosas realizado pelo GAECO, força-tarefa coordenada pelo MPSC e composta por representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual.

Fonte: MPSC

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