O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 75 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em Santa Catarina ao longo de 2026. Desse total, 60 correspondem a casos distintos, desconsiderando registros repetidos. Os dados foram divulgados neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições.
As informações foram repassadas pelo procurador do Trabalho Bruno Martins Mano Teixeira, do MPT em Florianópolis. Diante das denúncias, o órgão já expediu 43 recomendações, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e ajuizou uma ação na Justiça.
O assédio eleitoral no ambiente profissional ocorre quando trabalhadores são submetidos a pressões, ameaças ou constrangimentos relacionados às suas escolhas políticas. A prática pode envolver tentativas de empregadores ou superiores hierárquicos de influenciar o voto dos funcionários.

(Foto: Divulgação/Agência Brasil)
Em todo o Brasil, o MPT contabilizou 1.773 denúncias de assédio eleitoral em 2026, conforme levantamento atualizado até as 17h de sexta-feira (23). Desse número, 782 queixas foram apresentadas no período entre o primeiro e o segundo turnos.
São Paulo lidera o levantamento nacional, com 317 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 200, e Rio de Janeiro, com 142.
Em resposta aos registros, o Ministério Público do Trabalho firmou 51 Termos de Ajustamento de Conduta e ingressou com 39 ações civis públicas em todo o país. Dessas ações, 29 resultaram em decisões liminares favoráveis.
Neste domingo (25), o MPT mantém plantão das 8h às 18h nas 24 procuradorias regionais, para receber e acompanhar denúncias durante o segundo turno.
Trabalhadores que enfrentarem situações de pressão ou constrangimento eleitoral podem registrar denúncias de forma sigilosa, inclusive anônima, por meio do site oficial do Ministério Público do Trabalho.
Fonte: ND Mais
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