Um homem foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Fraiburgo, nesta quinta-feira (22), por tentar matar um policial militar utilizando uma máquina agrícola de aproximadamente 10 toneladas. O crime ocorreu em novembro de 2025, durante uma perseguição policial na região.
A pena foi fixada em 10 anos e oito meses de prisão em regime fechado, além de sete meses e sete dias de detenção em regime semiaberto. O réu foi considerado culpado por tentativa de homicídio qualificado, por ter sido cometido contra agente de segurança pública, embriaguez ao volante e desobediência à ordem de parada. Ele foi absolvido das acusações de ameaça e desacato.



(Foto: Divulgação/MPSC)
Relembre o caso
Os fatos ocorreram na noite de 11 de novembro de 2025. Segundo as investigações, a Polícia Militar recebeu informações de que um homem havia derrubado o portão de uma boate com um pulverizador agrícola e estava conduzindo a máquina em zigue-zague, pela contramão da SC-355, no perímetro urbano de Fraiburgo.
Quatro policiais, em duas viaturas, foram mobilizados para atender a ocorrência. Apesar das ordens de parada, o condutor fugiu por uma estrada rural, percorrendo aproximadamente 10 quilômetros. Durante o trajeto, ele teria realizado manobras em marcha ré para intimidar os policiais.
A perseguição terminou em uma área de lavoura recém-colhida, onde o homem acelerou a máquina agrícola na direção de um policial que havia descido da viatura para tentar negociar sua rendição.
Diante da situação, outro policial efetuou disparos para impedir o atropelamento. Mesmo após a intervenção, o condutor conseguiu retornar à estrada e percorrer mais alguns metros, até que o pulverizador parou.
O homem foi preso em flagrante e permaneceu detido preventivamente desde a ocorrência.

(Foto: Divulgação/PMSC)
Julgamento durou mais de 10 horas
A sessão do Tribunal do Júri começou às 9h de quinta-feira e terminou às 19h24, com a leitura da sentença.
Durante o julgamento, o policial que foi alvo da tentativa de atropelamento relatou que acreditava que seria morto caso o colega não tivesse efetuado os disparos.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apresentou as provas reunidas durante a investigação e defendeu que a atuação dos policiais foi necessária para impedir a morte do agente.
Após a decisão dos jurados, o condenado foi reconduzido ao presídio para cumprimento da pena.
Fonte: MPSC
Rádio Líder