O relatório final da CPI da Prefeitura não foi votado na sessão extraordinária realizada na tarde desta quinta-feira (27), após o vereador Alcione Marchezini (PSDB) apresentar um Pedido de Vista. O parlamentar justificou a solicitação pela necessidade de dispor de mais tempo para analisar o documento, que possui mais de 70 páginas e reúne informações e detalhes sobre as investigações realizadas pela Comissão.
“Destaco que este Pedido de Vista não representa uma crítica ao trabalho realizado pela Comissão. Apenas busca garantir o tempo necessário para uma análise mais adequada”, afirmou Marchezini.
Além do voto do autor, o Pedido de Vista recebeu o apoio dos vereadores Diego Bairros, Luiz Vastres, Jean Calza e da presidente Jaqueline de Marco. Votos contrários ao Pedido de Vistas foram dados pelos vereadores Almir Pastori, Rita Weiss, Leandro Sarto e Pedro Pereira. Como houve empate, a presidente Jaqueline De Marco optou por atender à solicitação do vereador, votando em favor do pedido.
Com a solicitação, o relatório deverá permanecer em análise pelo prazo regimental de cinco dias úteis. Encerrado esse período, o documento deverá retornar à pauta das sessões ordinárias da Câmara para apreciação e votação pelos vereadores.

CPI apurou desvios de recursos públicos
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada pela Câmara de Vereadores de Joaçaba com o objetivo de apurar o desvio de recursos públicos do Poder Executivo. As investigações tiveram como foco a transferência de valores para contas pessoais do então tesoureiro da Prefeitura.
O servidor foi exonerado após as denúncias, que tiveram origem em apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC).
Os trabalhos da CPI foram conduzidos pelos vereadores Diego Bairros, presidente; Jean Calza, relator; e Ricardo Menezes, membro. Menezes encontra-se licenciado da Câmara e foi substituído pelo suplente Pedro Pereira, o Pedrinho.
Rádio Líder