Deputados aprovam reinclusão de pequenos negócios no Super Simples

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda-feira (26) o projeto de lei que permite a reinclusão de cerca de 500 mil micro e pequenas empresas ao Super Simples. Os pequenos negócios foram excluídos em janeiro deste ano, após o presidente Michel Temer vetar o Refis para o setor e as empresas ficarem desenquadradas do programa ao não terem como pagar os débitos.

O projeto do deputado federal Jorginho Mello (PR) foi aprovado por unanimidade
O projeto do deputado federal Jorginho Mello (PR) foi aprovado por unanimidade

O projeto do deputado federal Jorginho Mello (PR) foi aprovado por unanimidade e a decisão foi comemorada pelo parlamentar. “Talvez este seja o projeto mais importante do ano, pois vai permitir que essas 500 mil micro e pequenas empresas não fechem as suas portas e mantenham o emprego de duas milhões de pessoas”, enfatiza o presidente da Frente da Micro e Pequena Empresa. A tributação simplificado do Simples Nacional é cerca de 40% menor do que as das médias e grandes empresas do Brasil.

O projeto será agora encaminhado para análise do Senado Federal, mas o parlamentar vai entrar com regime de urgência para acelerar a tramitação na Casa Alta. Depois, o texto irá para a sanção presidencial e a Receita Federal regulamentará a reinclusão das micro e pequenas empresas no programa.

O veto

O Refis, programa de refinanciamento de débitos, para as micro e pequenas empresas foi aprovado pela Câmara dos Deputados e Senado Federal no final de 2017, mas o presidente Michel Temer decidiu vetar o projeto em janeiro de 2018. Os milhares de pequenos negócios com dívidas com a União foram excluídos do Super Simples ao não terem como pagar os débitos.

Em abril, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial e o Refis foi promulgado. A Receita Federal poderia, então, reinserir os excluídos no Super Simples, porém não o fez. “Logo após a derrubada do veto, a Frente da Micro e Pequena Empresa e o Sebrae fizeram a consulta e o pedido para a Receita Federal aderir os excluídos, mas a gana arrecadatória da Receita é muito grande”, esbravejou Jorginho Mello.

Fonte: Rafael Wiethorn/Assessoria de Imprensa

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